domingo, 21 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Sempre acho estranho escrever sobre o Natal sem sentir o cheiro de peru temperado com vinho sendo cozido. Não sei do que estou falando porque nunca escrevi neste blog e em nenhum outro sobre o Natal.

Não se chateie com a fila o shopping, nem com o engarrafamento no estacionamento, nem com aquele dois por dois abusado que acabou de passar por cima de você com milhares de sacolas. O Natal não é sobre eles, apesar de a cada ano eles se tornam mais comuns.

Natal, a grosso modo, seria a comemoração do nascimento de Cristo, o homem, filho de Deus, que se sacrificou para nos salvar. Eu diria que comemoramos o nascimento dele numa forma tanto de acreditar nisso, quanto uma maneira de celebrar a esperança. Sim, a esperança de que tudo vai dar certo, seremos salvos mais uma vez, metaforicamente, verdadeiramente. Não haveria data melhor para Natal do que esta época, próxima de um novo ano.

Presenteamos nossos amigos, fazemos uma ceia, enfeitamos nossas casas, para mostrar que temos esperança. Neles, e em nós, como humanidade.

E para os poucos leitores deste blog, para você que vai encarar shoppings lotados porque esqueceu aquele presente importantíssimo e para aqueles meus queridos que guardo comigo... 

Feliz Natal!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Não há nada melhor do que estar apaixonado


Perdoe a agressividade deste texto.

Há poucas coisas no mundo que eu odeio de coração. Quem me conhece talvez ria um pouco, pois costumo falar rapidamente que não gosto de uma coisa ou outra, mas não gostar não quer dizer que eu sinta ódio. Acredito que meus gostos sejam como uma opinião, variam conforme os fatores se apresentam.

Já odiar vem como um sentimento extremo oposto ao amor, quase incontrolável e tão voraz como uma paixão. Não perca seu tempo falando que odiar faz mal, eu não vou ouvir. Mas eu odeio poucas coisas, odeio por exemplo a mediocridade.

Não deixe que "ser medíocre" se torne um título a ser defendido. Se nossa alma fosse uma folha de papel, quando nos declaramos medíocres é como escrever em fonte 20 nesta folha que somos medíocres e é inacreditável como perdemos tempo escrevendo e relendo isso, como se nosso desejo fosse tornar essa mediocridade verdade.

A única coisa que trago comigo é minha curiosidade e minha paixão. Engraçado como dois sentimentos bobos já me fizeram ganhar títulos interessantes como "cabeção". Se você for um pouco mais íntimo talvez eu mostre o que eu costumo chamar de "cabeção". Eu não sou nenhum genio indomável, ou como já ouvi falar, "genial insuportável". Longe disso, só tive paixão pelo que fiz e curiosidade de ir além. Odeio quem entra na minha profissão ou qualquer outra sem esta paixão, e ache que é só uma questão de ler um ou dois sites sobre o assunto e sair por aí se entitulando o consultor do assunto.

Uma vez fiz um desenho de minha esposa, em rabisco, olhei para um foto e o fiz. Escrevi abaixo dele "conheço seu rosto como ninguém". Tal como trato as coisas que faço, conheço elas como ninguém, porque as amo de coração.

Sei que não é justo dizer que é sempre tempo de recomeçar, mas se há sofrimento no que você faz, talvez seja uma questão a ser avaliada. Quem sabe assim, não tornamos nosso mundo, nossas ações, melhores?

Eu amo o que eu faço, eu amo o que eu tenho e eu amo ir além disso tudo... E você?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Tá com raiva de mim?

Te fiz algum mal?
Falei mal de você pelas costas?
Fiz alguma coisa errada?
Falei o que não devia?
Pisei no seu pé sem querer?
Atirei com chumbinho no seu gato?
Chutei seu cachorro?
Bati no seu carro no estacionamento?
Falei mal de você pelas costas?
Comi o ultimo pão de queijo da bandeja antes da sua vez?
Rapelei as panelas e você chegou com fome a noite?
Roubei dinheiro da sua carteira?
Tratei mal sua mãe?
Fui mal educado com seu pai?
Dei seu chocolate pra outra pessoa?
Joguei algum comprimido seu pro seu peixe?
Deixei sua cerveja esquentar?
Esqueci de te convidar pro churrasco?
Não te dei parabéns no seu aniversário?
Matei seu periquito enforcado?
Te larguei na sarjeta quando você encheu a cara?
Dei bolo naquele encontro que a gente combinou?
Falei mal da sua amiga pros meus amigos?
Cospi no prato que você comeu?
Esculhambei seu jeito na frente dos seus amigos?
Fiquei cochichando com um amigo e rindo enquanto olhava pra você?
Questionei suas habilidades sexuais com alguém?
Roubei sua garrafa de Whisky e depois você viu as fotos dela no orkut?
Te chamei de otário?
Troquei seu nome num momento íntimo?
Assediei você em algum ambiente não apropriado?
Fiz alguma caricatura sua no quadro?

Tá com raiva de mim por causa de que então?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Despedidas da vida

Não precisa fingir que não me conhece, nem baixar a cabeça como quem não me quer ver. Não precisa mudar o caminho, nem fingir interesse repentino no horizonte. Não precisa mudar de calçada, nem puxar assunto com o desconhecido do lado.

Não há motivos para fechar sua cara, nem fingir que entre nós não houve nada. Me perdoe se eu ainda desconcerto você. Não há razão para achar que eu a provoco. Eu não lhe desejo mal algum, mas infelizmente, em nosso caso, não deu certo.

Não que não tenha dado nunca, foi bom enquanto durou, se pudesse voltar atrás, voltar naquele minuto que nós cruzamos olhares, onde tudo começou, eu mesmo não mudaria uma vírgula. Não se muda um poema já escrito.

Não precisa provar que está melhor do que eu, nem que está pior, o mais importante neste caso em particular é que você esteja bem, de preferência feliz. Não preciso me remoer lembrando de situações únicas que podem descrever nós dois, mas posso garantir que se você estiver bem, nada disso será necessário, tampouco tenha sido em vão.

Vale lembrar que ainda gosto de você. Não um 'gostar' voraz de uma paixão, nem um 'gostar' profundo como o amor, talvez eu lhe dê a medida correta de importância, nada a mais do que você atualmente significa.

Por fim pode passar por mim. Eu apenas olharei você enquanto se vai. Por favor, não olhe para trás, não ajuste o retrovisor, respire fundo e siga adiante. A vida continua, a dúvida já teve seu tempo e o adeus já fora dado há mais de dez anos atrás.

Raros textos meus levam o nome de alguém, e este, em particular, não será excessão.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O que você faz de meia-noite às seis?

Quando eu conto ninguém acredita. Estou esperando ele crescer um pouco pra me ensinar como fazer outras coisas dormindo.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Poeminha Brega

Você é a tampa da minha panela
É a metade da minha metade
É a chave da minha fechadura
É a porca do meu parafuso
É o encaixe do meu lego
É a estrela da minha chave philips
É o cabo de força da minha fonte
É o slot do meu processador
É o chip do meu celular
É a energia da minha tomada
É o neurônio do meu conhecimento
É a chefe da minha tribo
É o lcd do meu Iphone
É a caixa de som do meu stereo
É a onda da minha prancha
É a chama da minha lareira
É a guitarrista da minha banda
É o RJ-45 da minha rede
É o trem da minha ferrovia
É o back vocal da minha dupla sertaneja
É o pão com manteiga do meu pingado
É a foto 3x4 da minha identidade
É a canto do meu sabiá
É a maresia da minha praia
É a linha do equador da minha terra
É o garfo da minha bicicleta
É o hidrogenio da minha água

Você é o poeminha brega do meu blog apaixonado.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Por que eu quis!

Imagino que tudo na minha vida eu posso separar duas categorias: Coisas que consquistei e Coisas que me deram. Entretanto, dentro tudo que eu tenho, incluindo coisas não materiais como amor próprio, família, emprego, religião, cada um possui uma relação comigo em diferentes níveis, por exemplo:

_ Por que você não acredita em Deus?
_ Porque falo com Ele todos os dias.

Nesse aspecto, sempre acredito que toda quebra, desentendimento ou briga, trás a tona o questionamento. Esse questionamento quebra a relação de dependencia de uma relação e se superada ela trás a tona a maturidade.

Então... Quando me perguntarem porque eu corro atrás de algo que tanto briguei para ter longe de mim, a resposta é simples: Antes eu dependia dela, agora eu optei por ela.